Marajoara



O movimento “comfort food”: por que comidas cremosas e afetivas estão em alta

18/12/2025 - Saúde e Nutrição

Nos últimos anos, um movimento gastronômico ganhou força no Brasil e no mundo: o comfort food. Traduzido como “comida de conforto”, ele vai muito além de receitas gostosas. 

Trata-se de um fenômeno que une afeto, memória, acolhimento emocional e uma busca consciente por bem-estar e, não por acaso, esse resgate afetivo tem tudo a ver com sabores cremosos, receitas quentinhas e preparações que lembram casa, família e momentos especiais.

Mas por que, afinal, a comfort food se tornou tão popular? E qual é o papel das comidas cremosas nesse cenário? Este é um bom momento para entender essa tendência que vem transformando a cozinha e o modo como as pessoas se relacionam com os alimentos.

O que é comfort food e por que ela mexe com as emoções?

Comfort food não é um conceito rígido, mas uma sensação: aquela comida que aquece o coração, acalma, traz lembranças boas e cria uma sensação imediata de bem-estar. Pode ser um arroz doce cremoso, uma massa com molho branco, um pudim de leite, ou até o café com leite quentinho da tarde.

Afinal, quando sentimos o cheiro, a textura ou o sabor de algo que nos marcou, nosso corpo responde com uma sensação de conforto e familiaridade.

Esse fenômeno ganhou ainda mais força em momentos de estresse coletivo, como ocorreu durante a pandemia, quando cozinhar virou uma forma de autocuidado e de conexão com experiências afetivas.

Por que as comidas cremosas ganharam destaque no movimento comfort food

Dentro desse movimento, um grupo de preparações vem conquistando ainda mais o paladar dos brasileiros: as comidas cremosas. Há uma explicação sensorial e emocional para isso:

1. A textura influencia a sensação de prazer

Pesquisas em neurogastronomia mostram que a cremosidade oferece ao cérebro uma percepção de saciedade e aconchego. Molhos aveludados, sobremesas macias, bebidas lácteas, mingaus e cremes despertam a sensação de “abraço em forma de comida”.

2. Cremosidade remete à infância

Boa parte das comidas mais marcantes da vida, mingau, papinha doce, leite com chocolate, arroz doce, brigadeiro, pudim, tem textura cremosa. Isso cria uma ponte emocional direta com lembranças infantis, despertando memórias afetivas quase instantâneas.

3. É uma tendência global

O sucesso de receitas cremosas não se limita ao Brasil. Em diversos países, chefs e influenciadores têm explorado a “comfort food creamy”, apostando em molhos densos, sopas mais encorpadas e sobremesas suaves. A estética “creamy” também se fortaleceu nas redes sociais, reforçando o apelo visual dessas receitas.

O papel dos laticínios na comfort food

Quando falamos em cremosidade, é impossível não mencionar os laticínios. O leite e seus derivados são protagonistas naturais da comfort food, tanto pelo sabor e textura quanto pela versatilidade.

O leite como base de afeto

O leite é um dos primeiros alimentos da vida humana. Isso cria, desde cedo, uma associação emocional forte com nutrição, cuidado e proteção. Não é coincidência que bebidas quentinhas com leite e sobremesas lácteas tenham tanto apelo emocional.

Derivados que elevam receitas ao “nível comfort”

  • O creme de leite transforma pratos simples em preparações aveludadas.
  • O leite condensado é a estrela das sobremesas afetivas brasileiras;
  • O queijo traz textura, calor e sabor marcante;
  • O leite integral é a base de bolos, pudins, cremes e bebidas quentes.

Além disso, os laticínios têm um papel cultural importante no Brasil: estão presentes em festas de família, em sobremesas tradicionais e até em receitas regionais que atravessam gerações.

Por que o comfort food cresceu tanto nos últimos anos

Diversos fatores sociais explicam por que essas comidas afetuosas e cremosas ganharam tanto espaço:

1. Vida moderna acelerada

Com rotinas cada vez mais corridas, as pessoas estão buscando pausas, rituais e momentos de conforto. A comida é uma das formas mais simples e acessíveis de desacelerar.

2. Cansaço digital e excesso de estímulos

O mundo hiperconectado tem estimulado um movimento inverso: a busca por experiências sensoriais mais calmas, que tragam presença e acolhimento, e a culinária entra como um desses escapes.

3. Resgate de tradições familiares

As pessoas estão cozinhando mais, revisitando receitas da avó, do pai ou daquela tia que sempre recebia bem. A cozinha virou um espaço afetivo e de reencontro.

4. Desejo por simplicidade

Comfort food não exige técnicas complexas. Muitas vezes, são justamente os ingredientes simples (leite, manteiga, queijos, ovos) que criam pratos inesquecíveis.

5. Viralização nas redes sociais

Receitas cremosas são visualmente atraentes e têm forte apelo para vídeos curtos. Isso impulsiona seu sucesso e desperta curiosidade no público.

A ciência do conforto: por que o cérebro ama comidas cremosas

Se a comfort food mexe com memórias e emoções, a cremosidade adiciona um componente biológico interessante:

  • Texturas macias exigem menos esforço para mastigar, o que reduz a tensão muscular e torna a experiência mais relaxante;
  • A cremosidade estimula a liberação de dopamina, hormônio ligado ao prazer;
  • Alimentos quentes e cremosos ativam receptores de termoconforto, gerando sensação física de acolhimento;
  • O sabor suave e uniforme dos cremes reduz a carga sensorial, ajudando a acalmar.

Tudo isso explica por que um simples chocolate quente pode transformar um dia difícil.

Como incorporar comfort food no dia a dia, mas sem exageros

O comfort food não é sobre comer muito: é sobre comer com afeto. Alguns caminhos para aproveitar esse movimento de maneira equilibrada:

  • Criar rituais: uma bebida quente ao acordar, um lanche cremoso à tarde.
  • Equilibrar com pratos leves: comfort food pode conviver perfeitamente com uma alimentação balanceada;
  • Valorizar o processo: cozinhar é tão terapêutico quanto comer.

O toque especial no comfort food Marajoara

Para quem gosta de explorar esse universo, produtos lácteos de qualidade fazem toda a diferença. Leite integral mais encorpado da Marajoara, creme de leite com boa textura e leite condensado consistente transformam pratos simples em experiências afetivas completas. 

Quando o ingrediente tem sabor e cremosidade naturais, o resultado final é muito mais acolhedor.

Seja no molho branco do jantar, no doce da família ou no chocolate quente que acalma depois de um dia corrido, os laticínios são parte essencial dessa construção de memória afetiva que torna a comfort food tão especial.

E você, qual comida aquece seu coração? 



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